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Agora é lei: linguagem simples passa a ser obrigatória na comunicação do governo com a população

  • Foto do escritor: Secretaria Executiva
    Secretaria Executiva
  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Os órgãos públicos devem usar linguagem simples para se comunicar com a população. É o que determina a Lei 15.263, publicada no Diário Oficial da União. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a sancionou na sexta-feira (14), com um veto (leia abaixo).


A nova lei cria a Política Nacional de Linguagem Simples. A regra vale para todos os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de todos os Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.



Linguagem simples é o conjunto de técnicas usadas para a transmissão clara de informações. Um dos objetivos é permitir que o cidadão encontre, compreenda e utilize facilmente as informações divulgadas pelos órgãos públicos. A Lei 15.263 estabelece outros objetivos para a Política Nacional de Linguagem Simples:


• reduzir a necessidade de intermediários na comunicação entre o poder público e o cidadão;


• reduzir os custos administrativos e o tempo gasto no atendimento ao cidadão;


• promover a transparência e o acesso à informação pública;


• facilitar a participação popular e o controle social; e


• facilitar a compreensão da comunicação pública por pessoas com deficiência.


A nova lei lista 18 técnicas de linguagem que devem ser usadas pelos órgãos públicos na comunicação com o cidadão. Entre elas:


• usar frases curtas e em ordem direta;


• preferir palavras comuns, de fácil compreensão;


• evitar palavras estrangeiras;


• usar listas, tabelas e recursos gráficos;


• evitar frases intercaladas;


• evitar palavras desnecessárias ou imprecisas;


• usar linguagem acessível à pessoa com deficiência;


• quando a mensagem for dirigida a comunidades indígenas, o texto deve ser publicado em português e também na língua dos destinatários;


• não usar novas formas de flexão de gênero e de número;


• evitar redundâncias e palavras desnecessárias.


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Fonte: IG Senado Federal


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